Há alguns anos, quando estava terminando o Curso de Licenciatura Plena em História, na UNEAL, em Palmeira dos Índios, e em uma das muitas conversas que tive e que sempre anseio em ter, com Luciano José – que fora meu professor de Filosofia – ele comentava que estava trabalhando num projeto diferente. Ele queria resgatar à Memória “brasileira” o legado de Jacinto Silva. Depois de anos de trabalhos, pesquisas, nenhum patrocínio e muita dedicação, Luciano José – Escritor, Poeta, Crítico, Ator, Filósofo e um Intelectual e Pensador magnífico, com quem tive e tenho o privilégio de poder conversar, aprender e me deleitar com a simplicidade de suas falas,traz ao cenário brasileiro o livro “Jacinto Silva: as canções”, que sai pelo selo da Imprensa Oficial Graciliano Ramos e que gentilmente cedeu ao portal, MinutoPalmeiradosIndios.com.br, uma breve, mas esclarecedora entrevista:
Biografia: Luciano José nasceu em Maceió (AL), em 30 de março de 1962. Após ter cursado o ensino básico, concluiu a licenciatura em Filosofia na Universidade Federal de Alagoas em 1987. Inicia sua atividade como professor em 1992 em várias escolas da capital e do interior do estado. Retorna à universidade para cursar a especialização em Filosofia Social em 1999 e a partir de 2000 passa a residir em Palmeira dos Índios para trabalhar como professor na Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL – Campus III). Já publicou alguns artigos acadêmicos em revistas especializadas. Seu interesse pela literatura começa na adolescência quando entra em contato com grandes escritores, no entanto, a criação literária surge somente no ano de 2006, quando publica seu primeiro trabalho literário: Intromissão do poema. Em 2007 surge os Grãos de versos, em 2009 publica o terceiro livro V(e)ia poética e em 2011 vem a público o Conta-gotas. A leitura de livros, um bom papo e ouvir música são seus maiores deleites.
Por que Jacinto Silva?
Porque continua sendo um dos melhores produtos culturais da música popular brasileira nascido em Alagoas. A arte musical de Jacinto Silva, junto com outros bons valores, eleva nossa autoestima e nosso orgulho de sermos alagoanos. Como sempre acontece com Alagoas, a arte acaba nos redimindo.
Qual o legado da obra de Jacinto Silva?
É que quando ouvimos suas produções musicais nos reportamos as mais autênticas tradições pertencentes à Região Nordeste: os festejos juninos, a sanfona de oito baixos, a vaquejada, o pandeiro, o forró de raiz, as rodas de coco, a alegria dos brincantes. Seu trabalho, como a musicalidade de Gonzaga, expressa as angústias e o sofrimento de um povo e o gosto pela festa e pela alegria de viver.
O que representa os 80 anos de nascimento de Jacinto Silva?
Uma oportunidade ímpar de tentar revitalizar o trabalho musical de um artista com qualidade comparada a Gonzaga, Jackson, Dominguinhos, Ary Lobo, o Trio Nordestino, entre outros nomes de peso. Em 2012, ano em que se comemorou o centenário de nascimento de Luiz Gonzaga, o estado de Pernambuco celebrou intensamente um dos seus maiores artistas. Espero que os alagoanos aproveitem a data para mostrar às novas gerações a perenidade da obra do mestre do coco sincopado.
Quais os limites e dificuldades da produção do seu trabalho bem como os acessos?
Como sou professor e tenho compromissos profissionais a cumprir a pesquisa acabou sendo feita nos momentos de ócio e também ficou dependente dos meus próprios recursos financeiros. No entanto, deu para realizar o que havia determinado, afinal queria fazer um trabalho de pesquisa sem cobranças acadêmicas, sem prazos a cumprir, mas que tivesse certa relevância. Nessa hora não preciso de falsa modesta. Agora a maior dificuldade e lamentação foi não ter conhecido e ficar impossibilitado de entrevistar Jacinto, pois a pesquisa foi iniciada com ele fora do mundo dos vivos. Mesmo assim, muitas pessoas com quem conversei e inclusive parceiros musicais que mantive contato foram bastante prestativos e receptivos. Todos foram unânimes em reconhecer que o esforço valia à pena. É uma coisa impagável a satisfação e a alegria de cada fato que ia sendo descoberto sobre o autor.
Jacinto Silva é um artista reconhecido e lembrado em Alagoas, particularmente em Palmeira dos Índios?
Não, a ignorância e o desconhecimento pelo trabalho de Jacinto é algo incomensurável. Jacinto só servia aos alagoanos, sobretudo as suas elites, como peça de promoção do turismo e outros eventos circunstanciais. Alagoas não deu o devido valor a um dos seus maiores artistas, prática comum por essas plagas.
Como está estruturado o livro “Jacinto Silva: as canções”?
Há análises críticas da obra em geral e das letras em particular, uma cronologia que demarca seu itinerário existencial e artístico, letras de todas as suas composições, discografia, entrevistas, fotos e outras curiosidades. É um trabalho pioneiro porque até agora nenhum artista da música popular nordestina teve um tratamento nessa dimensão. Ele faz parte da minha v(e)ia filosófico-poético-musical.
O lançamento do livro “Jacinto Silva: as canções” acontecerá nesta quinta-feira dia 25 de abril de 2013, no bar Gota D’agua, à partir das 20h00.
Mais uma vez Palmeira dos Índios – ou melhor, pessoas que amam a Cultura e o Legado dos que passaram por Palmeira dos Índios – sem incentivo algum, sem patrocínio,resgata um passado que precisa ser lembrado e respeitado. Parabéns Professor Luciano José!!!
A 85ª premiação do Oscar, foi uma das mais concorridas dos últimos anos, com os seguintes filmes: • Argo
• Django Livre
• As Aventuras de Pi
• Lincoln
• A Hora Mais Escura
• Os Miseráveis
• O Lado Bom da Vida
• Indomável Sonhadora
• Amour
Oscar (Academy Awards, no original em inglês) é um prêmio entregue anualmente pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, fundada em Los Angeles, Califórnia, em 11 de maio de 1927. São entregues anualmente pela Academia, em reconhecimento à excelência de profissionais da indústria cinematográfica, como diretores, atores e roteiristas. A cerimônia formal na qual os prêmios são entregues, é uma das mais importantes do mundo. É também a mais antiga cerimônia de premiação na mídia e muitas outras, como o Grammy, Emmy e Globo de Ouro, foram inspiradas no Oscar. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas foi concebida por Louis B. Mayer, um dos fundadores da Metro-Goldwyn-Mayer. (fonte Wikipedia)
Conseguindo a proeza de ter assistido todos os nove (9) indicados deste ano, pude então tecer alguns comentários sobre cada indicado... Mas não como um crítico – o que de fato não sou e não quero ser crítico... Pois, em um evento no qual o cineasta brasileiro Beto Brant exibiu seu último filme: Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios. Num bate papo descontraído Beto Brant me fez a seguinte pergunta: O QUE É QUE UM CRÍTICO FAZ? Fiquei pensativo e antes que pudesse falar alguma coisa ele mesmo deu a resposta: UM CRÍTICO É UM PROFISSIONAL QUE PROCURA, VIVE A PROCURAR POR DEFEITOS, ERROS. Bem, longe de ser um crítico e mais como um apreciador da sétima arte eu resolvi fazer essa matéria... Isso não quer dizer que os filmes são perfeitos, apenas preferi falar sobre o que cada um deles tem a nos oferecer, foi mais marcante... Mas isso tudo sem ser um spoiler. Tão pouco vou entregar o final e/ou algo que comprometa quem, por ventura, ainda não assistiu algumas dessas películas.
Seguindo a ordem, já citada acima:
ARGO: VENCEU COMO MELHOR FILME. É um filme baseado numa história real... Para os aficionados em história, o início do filme faz uma ótima descrição dos eventos que culminaram na Revolução Islâmica em 1979. Com uma direção impecável (Ben Affleck) foi injustiçado por nem ter sido indicado como melhor diretor. O filme traz ainda uma carga de tensão maravilhosa... Vc já sabe o que vai acontecer, mas isso não impede sermos bombardeados por uma tensão do início ao fim... E é engraçado como a C.I.A. ainda achava que tirar os seis americanos de bicicleta – 480 km até a fronteira – era a melhor opção. E a grande sacada é produzir um filme em Teerã. Um filme falso, por onde os americanos pudessem escapar.
DJANGO LIVRE:Tarantino, novamente, faz o que todo o mundo gostaria de ter feito um dia. Ele, quando filmou Bastardos Inglórios de 2009, colocou Hitler e o alto escalão nazista num cinema e tocou fogo. Aqui, ele cria uma atmosfera parecida. Com diálogos POP (uma das marcas dos filmes de Tarantino) e uma trilha sonora maravilhosa – com várias músicas do clássico de Sergio Corbucci. Aqui, Django, escravo, vai fazer-nos delirar e até gritar, com sua vingança – à época, era 200 anos de escravidão. A CENA EM QUE DJANGO CHICOTEIA UM "BRANCO" NA FRENTE DOS ESCRAVOS É ANTOLÓGICA - VIBREI DE EMOÇÃO... Um filme com todas as marcas de um dos maiores diretores da atualidade. E com um roteiro à lá Tarantino – originalíssimo. Se preparem porque é um filme ultraviolento e cheio de piadas antológicas – prestem atenção quando aparecer a galera da KKK – Ku Klux Klan.
AS AVENTURAS DE PI: além de ser o único filme que compete entre os melhores filmado em 3D – isso significa que para sentir toda a magia do filme você deve assisti-lo num cinema e numa sala em 3D, que está magnífico. Pi é um filme que fala de DEUS. Pronto... Disse tudo... Logo no início da película o protagonista começa a contar a sua história. Confesso que cheguei até a cochilar um pouco, pois o início do filme foi um tanto maçante, pra mim... Mas da metade do filme em diante e o último ato são arrebatadores... Pi conta, ou melhor, é uma História sobre DEUS. Literalmente.
LINCOLN: esse filme é o que tem mais indicações, 12, no total. Mas é um filme, também, difícil de assistir. Cheio de nuances históricas. Mas ao mesmo tempo um filme perfeito tecnicamente falando. E tem a interpretação de Daniel Day-Lewis que, acredito, vai levar o Oscar de melhor ator, pois ele está perfeito. O último ato do filme é inesquecível. A votação da 13ª Emenda da Constituição Americana. E entre tantas histórias e frases, atenção para a menção ao Discurso de Gettysburg, emocionante: “COM A GRAÇA DE DEUS, RENASÇA NA LIBERDADE, E QUE O GOVERNO DO POVO, PELO POVO E PARA O POVO JAMAIS DESAPAREÇA DA FACE DA TERRA. E a frase: UMA BÚSSOLA SEMPRE VAI APONTAR PARA O NORTE. MAS ELA NÃO TEM NENHUM CONSELHO SOBRE OS PÂNTANOS, DESERTO, ABISMOS QUE VIRÃO.
A HORA MAIS ESCURA: a história da caçada à morte de Osama Bin Laden. Filme tenso. Assustador, surpreendentemente cheio de suspense e cronologicamente perfeito. Parece que estamos passo a passo numa verdadeira caçada, mas nem sempre somos os predadores. Jessica Chastain está maravilhosa no papel de Maya, a agente da CIA que descobriu o esconderijo de Osama. Por ser mulher, era constantemente hostilizada e deixada de lado. Até que o secretário de defesa pergunta quem é essa mulher – a única na de reunião de cúpula – e ela responde: EU SOU A FILHA DA P... QUE DESCOBRIU O ESCONDERIJO DE OSAMA BIN LADEN. Calando todos na sala. Numa cena no elevador ficamos sabendo que todos os agentes da CIA são inteligentes, mas ela é mais.
OS MISERÁVEIS: épico!!! Esse é o adjetivo para esse filme. Lindo, magnífico... As músicas ainda ecoam no meu imaginário... E Anne Hathaway e Hugh Jackman anarrasam... Jackman nos leva à REDENÇÃO do protagonista da obra-prima de Victor Hugo, Jean Valjean... E é espetacular... A canção I DREAMED A DREAM, que ficou mundialmente conhecida depois que Susan Boyle a cantou no Britains Got Talent em 2009, nos mostra como e o quanto o mundo é cruel, principalmente para as mulheres... Agora transporte-se para a França do século XIX. Suja, podre, abarrotada de MISERÁVEIS. E à beira de uma outra Revolução. Atenção para a cena das Barricadas. A música: Quem dará tudo que pode dar. Para que nossa bandeira avance? Alguns cairão e outros viverão. Você enfrentará e se arriscará nesse desafio? O sangue dos mártires regará os campos da França! Eu gosto de musicais e esse foi emocionalmente arrebatador.
O LADO BOM DA VIDA: Bradley Cooper e Jennifer Lawrence estão perfeitos. O filme mostra a tentativa de reabilitação de Pat - um cara com distúrbios emocionais, que beira à esquizofrenia - que faz de tudo para provar que está curado, mesmo quando ele mesmo não pode perceber e/ou aceitar que precisa de ajuda. Ele encontra Tiffany, tão "louca", melhor dizendo, tão problemática quanto ele, mas que parece conhecer melhor a si mesma e sabe o quanto Pat precisa de ajuda. Junte-se a isso um drama familiar, não daqueles onde a tragédia faz parte da trama, mas ambas as partes estão tentanto se acertar, mesmo à sua maneira. Resta-nos saber se Pat vai perceber que a vida dele não mais pode ser como ele sempre sonhara: O MUNDO QUEBRARÁ SEU CORAÇÃO DE VÁRIAS MANEIRAS. ISSO É UMA CERTEZA. O quanto seremos capazes de nos recompor? É o melhor filme romântico dos últimos anos. (Ah, se não tivesse palavrões, seria melhor ainda)
INDOMÁVEL SONHADORA: lindo. Surpreendente. Como pessoas, norte americanas, vivem felizes numa BANHEIRA - na privada americana. Isso mesmo. Como viver feliz num lugar onde o Estado virou as costas? E quando esse Estado quer fazer algo, vale a pena? A atriz mirim Quvenzhané Wallis me levou às lágrimas por mais de uma vez... Ela é o filme. Porque ela é forte. É dela uma frase inesquecível: OS ANIMAIS FEROZES GERALMENTE TÊM UM CORAÇÃO FRACO. Isso nos leva a crer que para ser forte, só precisamos ter um coração forte, mesmo sendo uma criança em meio à miséria e ao descaso dosEUA - o filme se passa, aparentemente, nos momentos em que o Furacão Katrina em 2005, assolou o Sul dos Estados Unidos. SOMOS TODOS PARTE DE UM UNIVERSO E SE UMA DESSAS PARTÍCULAS SE ROMPER, TODO RESTO RUIRÁ. Como é bom ver um filme que toca e mexe em várias feridas americanas sendo indicado ao Oscar. Apaixonante.
AMOUR: para aqueles que não acreditam na vida pós morte, preparem-se, pois vem aí um soco no estômago. Emmanuelle Riva, grande concorrente ao Oscar de melhor atriz está perfeita. O filme não tem pena nem dó... Arranca e estraçalha as entranhas dos que o assistem. Tem uma cena, já perto do final que me fez soluçar: QUANDO SEU MARIDO A OBSERVA TOCANDO PIANO. ELE ENTÃO DESLIGA O SOM... Como lidar com a perda? Um casal que vive e compartilha de tudo. De tudo mesmo. Um amor tão íntimo que fica difícil de descrever. E se um dos dois estiver condenado à morte. Não só isso. Mas à uma morte lenta, dolorosa, impiedosa e desumana?
Tá aí as dicas... Espero que gostem... E assistam aos filmes que, neste ano, tem para todos os gostos. Não digo que não tenho um favorito. Mas 2012 nos trouxe uns dos melhores filmes dos últimos 10 ou anos... FATO IMPORTANTE, É QUE TODOS OS CONCORRENTES LEVARAM, PELO MENOS UM PRÊMIO. INDÍCIO DE QUE FOI UMA DAS MAIS ACIRRADAS PREMIAÇÕES... PARABÉNS AOS VENCEDORES...
Opinião Pública: como se sabe, ela teve seus inícios com a Revolução Francesa. A Opinião Pública era definida como expressão no espaço público de uma reflexão individual ou coletiva sobre uma questão controvertida e concernente ao interesse ou ao direito de uma classe social, de um grupo social ou mesmo da maioria... A Opinião Pública é o uso Público da Razão, um juízo emitido em público sobre uma questão relativa à vida Política – Vida Pública é todo o espaço físico e abstrato da vida Coletiva e individual, seja na família, no bairro, no trabalho ou na escola – uma Reflexão feita em Público... E por isso define-se como uso Público da Razão. Com direito à Liberdade de Pensamento, Liberdade de Expressão. (Marilena Chaui)
Quando chegou ao Brasil, sob protestos, Yoani Sánchez exclamou: "Viva a democracia, em meu país também quero essa democracia", disse Yoani a repórteres no aeroporto do Recife. (Reuters Brasil)
As mídias de informação e as redes sociais, principalmente, estão discutindo o caso da Ativista Cubana... E grande parte da estranheza e polêmica reside no fato de muitos estudantes e “ativistas” brasileiros estão criticando-a e acusando Yoani de ser financiada pelos EUA, para falar mal do regime de seu próprio país... O mais triste porém é perceber o quanto de não informação há em nosso país... Pois, por mais que busquemos entender, ainda não compreendemos as coisas como elas realmente são.... Ainda enxergamos de maneira unilateral e vertical – neste caso, de cima para baixo...
Tudo bem que ela esteja recebendo dinheiro estrangeiro – hipoteticamente falando – para criticar um regime que nunca deu certo – pelo menos para a aristocracia cubana esse regime nunca foi ruim – e em que tantos ainda acreditam que o governo de Fidel Castro e o de seu irmão Raul Castro é a 7ª maravilha do mundo.
Fico pensando o que os “críticos” e aqueles que protestaram contra a sua vinda para o Brasil, desde que desembarcou no Aeroporto do Recife, esta semana, sabem sobre o regime cubano... Por exemplo: ELA ESTAVA HÁ ALGUNS ANOS PROIBIDA DE SAIR DE SEU PRÓPRIO PAÍS. SIM, PRIVADA DA LIBERDADE, DO DIREITO DE IR E VIR... E POR QUÊ? BEM, SEJA FINANCIADA OU NÃO, PORQUE FALOU CONTRA UM REGIME AUTORITÁRIO, REPRESSIVO. QUE NÃO ESTÁ NEM AÍ PARA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO. E que mantém, à ferro e fogo, grande parte da população sob controle Ideológico, Cultural, Econômico... O que me faz pensar em como ela seria uma AMEAÇA para nós, brasileiros – uma vez que se cogitou, hoje, no Congresso Nacional, tal possibilidade. Esse evento me fez refletir um pouco... Como professor de história, sociologia e filosofia da Escola Estadual Humberto Mendes de Palmeira dos Índios - AL, tenho a liberdade e a obrigação de refletir sobre a cidade, a sociedade em geral, discutindo com os educandos sobre acontecimentos de interesse coletivo, no que concerne à educação e às várias construções ideológicas vigentes.
Vivemos num país em que, se perguntado à população o que foi a ditadura militar, poucos dirão do que se tratava, mas muitos mais nunca, mesmo à época, sabiam o que acontecia nos PORÕES DA DITADURA. Quanto mais hoje, que o autoritarismo parece coisa do outro mundo; contudo, está tão próximo de nós, como fatos históricos, que não enxergamos ou, fazemos vista grossa... Daí a frase do jornalista e escritor Eduardo Bueno ser tão oportuna: POVO QUE NÃO CONHECE A SUA HISTÓRIA ESTÁ CONDENADO A REPETI-LA.
LIBERDADE DE EXPRESSÃO!!! Ainda nos falta muito para entende-la. Pois quando falamos em Pena de Morte, União Homoafetiva ou baixar a Maioridade, no que concerne à Imputabilidade criminal para os 16 anos, os ânimos, as discussões, críticas e apologias são diversas. Contudo, quando a Lei foi ou quando passar pela sanção, significando que haverá Pena de Morte, Casamento Gay e jovens com menos de 18 anos cumprirão condenação por seus crimes, nessa hipótese, mesmo assim há algo que nunca poderá nos ser tirada: A LIBERDADE DE EXPRESSÃO.
Uma vez que exista uma Lei, eu, vocês, nós lhe seremos obedientes a essa ou a quaisquer leis existentes em solo nacional, porém, essa ou quaisquer leis que, como prerrogativa da Constituição Federal, venha a existir e a ter valor e todas a suas atribuições, mesmo assim, essa ou qualquer que seja a Lei, não pode e nunca o poderá – pelo menos numa sociedade Democrática de Direito – nos obrigar a gostar dela. Eu, por exemplo, posso dizer que todo o cidadão ou cidadã tem o direito – e isto está na Lei – de querer ter uma união Homoafetiva, mas quando perguntado se eu acho “correta” tal união, posso dizer que não – e isso sem prejuízo algum para mim – no que concerne minha opinião pessoal, inalienável – À MINHA LIBERDADE DE EXPRESSÃO. Isso tem ocorrido muito corriqueiramente com respeito a questão da Imputabilidade Penal, mas de forma inversa; pois não há Lei que condene um adolescente – no sentido criminal – a pagar, ser processado e levado à prisão por seus delitos. E por mais que achemos, pelo menos grande parte da população tem tal opinião, por mais que achemos que ele ou ela deveria ser tão culpado ou culpada, como quando como um pessoa adulta o é, nossa opinião, por mais que esteja em contrariedade com essa Lei ou a falta dela, não somos processados por achar que algo deva ser assim e/ou não deva ser do jeito que está...
Por isso, em vez de defender Yoani Sánchez eu defendo a LIBERDADE DE EXPRESSÃO. Mas se me perguntam se o que ela tem feito é ruim? Eu responderei que não. Eu particularmente tenho acompanhado um pouco de sua trajetória em Cuba e admiro e a parabenizo por sua luta... Pois, desde 1959 – quando Che Guevara e Fidel Castro expulsaram os Norte Americanos de sua ilha, pois os americanos tinham em Havana uma verdadeira Zona. Isso mesmo. Cuba foi por muito tempo um espaço para a aristocracia e máfias americanas descarregar suas... Bem, tudo o que sabemos que possa vir dessas pessoas. Desde então o regime ou pseudo regime socialista/comunista, proíbe e obriga seja, blogueiros, desportistas – lembremos do Pan-americano do Rio de Janeiro, onde vários desportistas fugiram da delegação cubana e pediram asilo político em nosso país -, artistas entre outros a permanecerem naquele país e a falarem BEM. Bem parecido com o período do Totalitarismo Stalinista – que condenou à morte ou ao exílio - na Sibéria - milhões que eram contrários ao seu governo, na antiga União Soviética. Pra não falar de nós mesmos, há pouco mais de duas décadas, da ditadura Militar, em nosso país, que cassou, prendeu, torturou, exilou e matou milhares de brasileiros. Todos porque, somente porque, eram contrários ao regime militar – entre os anos de 1964 a 1984. E quem quer que abrisse a boca ou usasse a caneta ou quaisquer outras formas de contestação era assim tratado ou tratada. Porque não tínhamos LIBERDADE DE EXPRESSÃO.
Qualquer outra pessoa no nosso Brasil, pode ter uma opinião que diverge da minha e poderá fazê-lo quando bem entender. E eu preciso respeitar tal opinião. Mesmo que não goste. O que tem acontecido é vermos um lado só – o nosso – e demonizarmos o outro. Desde que a minha opinião ou a de quem quer que seja, não ferir alguém, não ir contra a desobediência civel, prejudicando o indivíduo ou uma coletividade, não há mal nisso, pois não passará de uma Livre Expressão. Se não entendermos isso, ficaremos acusando-nos – como tem acontecido. Pois a pressão, atualmente para sermos de DIREITA OU ESQUERDA e suas muitas variações são enormes. Ficar na posição de NEUTRALIDADE não ajuda, porque ficar em cima do muro é levar pedrada dos dois lados. Mas tomar partido também não é fácil. Por isso termino dizendo que estou do lado da Yoani Sánchez, não defendendoela, até porque nem a conheço, mas defendendo o direito que ela tem de falar e ser ouvida.E que nós respeitemos quem quer que seja contra. Mas que a LIBERDADE DE EXPRESSÃO seja resguardada. Pois sem ela, não somos CIDADÃOS.
A Opinião Pública nunca esteve tão ameaçada. E não é por falta de discussões, mas por falta de entendimento do que significa, como citado acima, pela Filósofa e Historiadora Marilena Chaui, do que significa, de fato, Liberdade de Expressão.
"Desnecessário dizer... O carnaval se relaciona com a comercialização de uma festa que se tornou um grande negócio, e em que a televisão e gravadoras, assim como agências de turismo (para não mencionar os proprietários de estabelecimentos de jogo e traficantes de drogas e prostituição), passaram a envolver-se profundamente. Nesse sentido como em outros, o Brasil... É o herdeiro da Nice do século XIX e da Veneza do século XVIII." (BURKE, 2000)
Sobre os carnavais, o historiador inglês Peter Burke afirma que para quem quer que more no Brasil hoje, é difícil deixar de ouvir músicas de Carnaval ou ver imagens de Carnaval o ano inteiro, sobretudo do Ano-novo em diante. Com a aproximação da Terça-feira Gorda, ou de Carnaval, os jornais trazem mais notícias carnavalescas, e cada vez aumenta a especulação sobre as relativas chances de diferentes "escolas de samba" (ou blocos carnavalescos), vencerem a competição... O Carnaval é apresentado como uma especialidade brasileira e visto como tal, também por muitos brasileiros comuns. Apesar disso (o carnaval), não tem necessariamente o mesmo significado para todos os participantes - rapazes da classe trabalhadora com necessidade de "desabafo", mulheres da classe média de meia-idade que querem se juntar ao "povo", turistas que veem a festa como um símbolo do Brasil, e assim por diante. Interação cultural entre diferentes grupos - elites e classes subordinadas, brancos e negros, homens e mulheres. É necessário lembrar, é claro, que as fontes para a história do Carnaval em geral oferecem uma visão "de cima", em que algumas atividades populares quase não são visíveis, mas, pelo menos no que se refere às classes dirigentes, esse modelo tem suas utilidades.
É essa circularidade cultural proporcionada pelos Carnavais que, talvez seja a única possibilidade – "digna" – que oferece ao rico e ao pobre conseguirem estabelecer contatos e, se a festa for de máscaras, tanto um como o outro estarão num mesmo plano sociocultural, mesmo que por pouco tempo. Contudo, as festas de Máscaras têm também suas origens nos carnavais europeus. A máscara dá, ao usuário, a possibilidade de ser outra pessoa ou, como na maioria dos casos, a possibilidade de não ser ninguém, isto é, de não ser percebido(a)... A chance de fazer tudo o que quer, deseja, sem que se saiba quem está fazendo. Usar a máscara tem toda uma conotação atual. Pois até as redes sociais, de uma maneira ou de outra, são máscaras, pois escondem e maquiam quem está por detrás delas...
Infelizmente a maioria dos discursos - sejam quais forem as mídias - sobre o Carnaval, exclui ou não consegue perceber o carnaval como uma manifestação popular violenta (com usos de entorpecentes, livres e proibidos), sensual, inebriante, transplantada do Velho Mundo para nossas terras, romantizando-o. Mesmo quando se fala do carnaval – considerada a festa mais popular, eclética que conhecemos. (BURKE, 2000)
Talvez afirmar que os carnavais de antigamente eram melhores e não tinham o consumismo e tantas outras coisas , como hoje em dia, não seja coerente, pois como atentou Burke, tanto em tempos passados, como nos atuais o carnaval expressa uma ideia carnal, sensual, transgressiva, entorpecente e violenta:
"Em fins do século XIX, houve uma campanha para substituir o "grosseiro e pernicioso entrudo" (como o chamou o jornal de Notícias de Salvador, em 1884) por alguma coisa mais "racional", "higiênica" e "civilizada", no modelo europeu (como dito anteriormente, parece que a elite brasileira desconhecia a importância de sexo e violência na tradição carnavalesca europeia)..." (BURKE, 2000)
Os excessos e consumos mudaram, mas a essência ainda é semelhante. Seja no século XIX, XX ou hoje em dia. O carnaval se metamorfoseou, maquiado, passando décadas como incólume e ingênuas festas para TODA FAMÍLIA, esquecendo-se que a festa carnavalesca (uma criação do Velho Mundo) praticamente exige transe, sexo, agitações, irreverência, violência, porres, drogas, prostituição.
Não falo contra o Carnaval, até mesmo porque já brinquei muitos carnavais... Me refiro ao que não se fala sobre o Carnaval... Tirar a Máscara da hipocrisia é um bom começo... É preciso deixar, às claras, tais informações, para que assim, diante de quaisquer que sejam os acontecimentos, as pessoas saibam que tipo de festa é o Carnaval... Se se sentem seguras deixando seus filhos e filhas nessas festividades, entre outras...
Vale lembrar que, politicamente, O Carnaval é, há muito tempo, Uma perfeita forma de dominação autoritária:
"Uma perfeita forma de dominação autoritária, a “felicidade”. Mas é interessante como ainda se insiste em criticar a Bahia... É claro que é só inveja da “genialidade” do projeto baiano... Enquanto o resto do mundo se força para controlar as massas, seja pelo capitalismo, socialismo, a guerra, a evolução, até o consumo; eles não... Eles só fazem o suficiente para gerar “felicidade”... Mantém todo mundo pobre, coloca o som pra tocar e pronto!...
...Tudo bem que eles sejam gênios, mas por que os que não querem ser “felizes” são obrigados a participar? Se todo mundo prefere ficar “feliz”, por que a gente não desiste de vez da bandeira da “Ordem e progresso” e assume definitivamente essa ficção barata da “felicidade Moribunda”, podre, mijada? Essa imagem aprimorada, enlatada, que é boa pra todo mundo - menos pra nós." (Sérgio Bianchi, Cronicamente Inviável, 2000)
"Enquanto a FELICIDADE imperar, Brasília vai sempre estar em FESTA..."
Os Miseráveis (Les Misérables) é uma adaptação musical do romance de 1862 do francês Victor Hugo. Tom Hooper é o diretor. Sinopse:
Na França do século 19, o ex-prisioneiro Jean Valjean (Hugh Jackman) é perseguido há anos pelo implacável policial Javert (Russell Crowe), depois que ele violou sua liberdade condicional ao roubar os candelabros de prata da igreja. Anos depois, agora rico e com uma nova identidade, Valjean conhece Fantine (Anne Hathaway), uma de suas ex-funcionárias de sua fábrica, que implora a ele que cuide de sua filha Cosette (Isabelle Allen). O encontro entre os dois muda suas vidas para sempre.
A obra-prima de Victor Hugo, Os Miseráveis, retrata uma França, pós Revolução Francesa à beira do caos. E esse caos vai vir, sangrento e impiedoso, mas vai transformar a vida dos franceses, se alastrando por uma Europa que, no início do século XIX, estava sedenta por mudanças. O povo, as barricadas, Os Miseráveis se revoltaram e mais uma vez o mundo vai mudar, se transformar, em ebulição. E é essas revoltas que deram início à formação de vários Estados Modernos naquele continente.
É neste cenário que Les Misérables - filme que adapta para o cinema o Musical da Broadway baseado na obra de Victor Hugo, lançado em 1862 - faz, desse filme, uma obra inigualável. Um dos maiores musicais que o cinema americano produziu. É pretencioso, sentimental, mas suas canções, atuações e cenários – alguns épicos – traz um brilho novo e carregado de emoção. O filme estreia no dia 1º de fevereiro e concorre a oito (8) Óscares. Vale lembrar que quem conhece ou já viu os dois (2) volumes de Os Miseráveis, vai ter uma ideia do quão dramático, denso e tenso é adapta-lo.
Os menos desavisados vão se surpreender quando algumas canções, que fazem parte do imaginário popular ocidental, forem cantadas. Desde a sua abertura com a música Look Down – que já coloca o filme num patamar épico e eletrizante pois é com ela que conhecemos Jean Valjean – um homem que foi condenado à prisão por 19 anos porque roubou um pedaço de pão para alimentar a irmã caçula que estava morrendo de fome. E é com a bela I Dreamed a Dream – carregada de uma história triste e que infelizmente ainda é tão recorrente na vida de tantas mulheres – e que ficou mundialmente conhecida quando uma desconhecida: Susan Boyle a cantou no Britains Got Talent em 2009, que o filme ganha de vez os expectadores.
Mas o primor do filme vai além das canções... Elas e um Hugh Jackman, Russell Crowe e Anne Hathaway impecáveis, uma reconstituição de época – épica – pois sentimos de perto a atmosfera das ruas de Paris. Esse conjunto, e a conjuntura atual, com um mundo onde Os Miseráveis já são 1 Bilhão, torna-se uma ótima dica para quem gosta de cinema, de musicais e muita emoção. E apesar de ser uma obra de ficção Les Misérables faz parte de um contexto histórico magnífico. Os historiadores vão adorar. Alguns dirão que o filme é cansativo – eu adorei...
Para finalizar, uma parte do Epílogo Finale, do musical Les Misérables. São perguntas que ecoaram e ecoarão pela humanidade, enquanto houverem "Miseráveis" sobre a Terra, clamando por justiça, clemência, liberdade, amor, esperança, paz, felicidade e, principalmente, REDENÇÃO... Aproveitem e se emocionem...
Você consegue ouvir o povo cantando?
Cantando canções de bravos homens.
É a música de um povo
que não será escravizado de novo!
Quando as batidas de seus corações
ecoarem com as batidas dos tambores,
Tem uma nova vida pra começar
quando amanhã chegar!
Você se juntará a nossa cruzada?
Quem será forte e ficará ao meu lado?
Além da barricada,
existe um mundo que desejas ver?
Então se junte à nossa luta
que te dará o direito de ser livre!
Tem uma nova vida pra começar
quando amanhã chegar!
Quem dará tudo que pode dar
para que nossa bandeira avance?
“A maneira como você usa seu tempo determina a pessoa que você é.” (Sister Oaks)
“Esse é o nosso mundo:
O que é demais nunca é o bastante
E a primeira vez é sempre a última chance.” (Teatro dos Vampiros)
A música acima, letra de Renato Russo, é um exemplo dos tempos atuais: POIS JÁ NÃO NOS CONTENTAMOS COM O DEMASIADO E VIVEMOS – OU PELO MENOS, SOMOS IMPELIDOS – DE MANEIRA TÃO IMEDIATA QUE PARECE SEMPRE QUE TUDO O QUE FAZEMOS É NOSSO ÚLTIMO ATO, A ÚLTIMA CHANCE. Como se estivéssemos numa Via Expressa – onde não podemos parar, só correr... Andar na mesma velocidade... Fazer o que todos fazem... Ser o que todos, pelo menos a maioria, desejam ser...
Nesta virada de ano 2012/2013, tentemos refletir no que de bom e quais as perspectivas foram e as que serão almejadas. O que temos feito, como temos usado nosso tempo? Em que tipo de pessoa temos nos tornado? E essa retórica exige uma ou mais explicações, pois por mais que taxadas – e tão comumente usadas e exauridas – ainda não demos conta delas. “Perdemos muito tempo sem fazer nada. Mas, acima de tudo, perdemos muito tempo fazendo coisas que, sinceramente, não diz também, Nada”. E se a situação não mudou... Se nada mais pode mudar... É porque, talvez, NÓS, não estamos mudando... Assumir a responsabilidade é perceber que nós – e não o mundo, os outros – é quem tem e precisa mudar, urgentemente.
Porque “Não Vemos As Coisas Como Elas São. Vemos As Coisas Como Nós Somos.” Dessa forma, o grande desafio, ainda é PROVAR PRA TODO MUNDO QUE NÃO PRECISAMOS PROVAR NADA PRA NINGUÉM.
Assim, algum dia, saberemos o que mais importa, como no célebre poema de Miguel de Cervantes:
Sonhar o sonho impossível
Combater o inimigo imbatível
Suportar uma dor insuportável
Ir aonde os corajosos não se atrevem ir
Corrigir o erro incorrigível
Ser muito melhor do que se é
Tentar, mesmo com os braços exaustos
Alcançar a estrela inalcançável
Sei que somente sendo sincero
Nesta gloriosa busca
Que meu coração ficará em paz e calmo
Quando eu me deitar no descanso final
E o mundo seria melhor por isto
Que um homem desprezado e coberto de cicatrizes
Ainda luta com o que resta de sua coragem
Para alcançar a estrela inalcançável
Parafraseando Carlos Drummond de Andrade: “Nós precisamos Ser do tamanho daquilo que sentimos, que vemos, e que fazemos, não do tamanho que os outros Nos enxergam.”
Mas se sentimos pouco, vimos pouco e fizemos pouco, tão pouco alcançaremos as estrelas... E seremos vistos pelo mundo, não como deveríamos ser vistos, mas como somos de verdade – pequenos... Não que pretendemos ser grandes, mas o mínimo que poderíamos fazer, sentir e ver, seria viver com uma perspectiva sempre renovada... Mas não renovada pelo efêmero, passageiro... Devemos renovar nossas perspectivas pelo que de mais importa em nossa vida: FAMÍLIA, AMIZADES – CRIAR LAÇOS – VERDADEIRAS, CRIATIVIDADE, AFETIVIDADE, FRATERNIDADE...
Um Feliz 2013 significa nos predispor a sermos melhores do que somos agora, não para aparecer, mas para evoluirmos como seres humanos que somos... Para “evoluirmos” para algo tão buscado, mas tão distante ainda... Para que entendamos, que nossa existência passageira, seja, no mínimo, digna de ser lembrada: seja por nossos sonhos, afetos, criações, batalhas, derrotas também; mas, principalmente, nossa Herança... Que nos preocupemos mais com o que deixaremos como herança, às gerações futuras, do que com o que herdamos ou queiramos receber... Um Feliz Ano Novo significa VIVER POR ALGO MAIS IMPORTANTE QUE NÓS MESMOS – e quando soubermos o que isto significa, teremos vivido plenamente...
Lembrar-se dos Amigos e Familiares. Fazer novas e duradouras Amizades é uma forma de começar bem cada ano... E que isto seja uma constante em nossa vida... Que possamos lembrar que nos próximos 365 dias do ano haja tempo pra fazermos mais pelos outros – o que significa fazer mais por nós mesmos...
Porque: “Se nossa amizade depender de coisas como espaço e tempo, então, quando finalmente dominarmos os dois terrenos destruídos nossa fraternidade! Mas, supere o espaço e tudo o que nos sobra é O Agir: Supere o tempo, e tudo que nos resta é o agora. E entre o aqui e o agora, você não acha que a gente pode se ver de vez em quando.” (Richard Bach)
Que possamos nos ver mais, nos abraçarmos mais, sentirmos mais e amarmos mais... UM FELIZ 2013!!!
O Festival de Rock “Palmeira UnderGround” reuniu, neste sábado dia 15, na Casa de Show Aquárius, em Palmeira dos Índios, várias bandas de rock alternativo. Com uma programação diversificada e bandas dos mais variados gêneros – desde que tocassem rock pesado – pois a plateia ia à loucura cada vez que um clássico do Rock internacional ou brasileiro era tocado... Bastava os primeiros acordes de guitarra para ascender a chama do ímpeto da alma dos roqueiros de gerações variadas. Pois de adolescentes – jovens meninos e meninas às gerações mais antigas, amantes dos clássicos do rock. Sejam travestidos em caracteres que nos remete do dark ao gótico, aos mais simplistas, como os hippies. O que importa, na verdade, é perceber o quanto que o Rock, enquanto música, expressão artística, crítica à sociedade, ou só um deleite para o apreço de um ritmo que nasceu nos subúrbios dos Estados Unidos no final dos anos 1940 e início da década de 1950 e rapidamente se espalhou para o resto do mundo. O certo é que, no final dos anos de 1960 e início dos anos de 1970, o rock entraria de vez para o imaginário coletivo UnderGround. Porque nascia ali, um estilo mais agressivo, arrojado e metálico. Com letras e ritmos alucinantes. E com performances cada vez mais psicodélicas, beirando à loucura. Mas, acima de tudo, com uma alma, um estilo, uma maneira de ser também, próprios. O que, ao longo dos anos, só tem aumentado. Levando cada vez mais tribos e apreciadores dos mais remotos grupos/lugares a se aglutinarem e extravasarem até o êxtase.
É neste ponto que o Palmeira UnderGround desponta como um evento/espaço/coletivo, em que as várias tribos buscam e têm espaço e voz para declamarem suas ansiedades, medos, críticas, poesias, nas mais variadas formas de expressão roqueira.
Entre tantas atrações do evento, chamo a atenção para a Banda Palmeirense "Ariel/Kaliban”.
Em entrevista a este portal, Pancho Romariz – Lider da banda – nos cedeu algumas informações sobre a banda:
Quem é Ariel/Kaliban? Pancho Romariz: é uma banda de Metal de Palmeira dos Índios-AL que foi formada no dia 30 de outubro de 2006. Tem um som autoral com base na literatura brasileira, metal brasileiro e estrangeiro, agregando suas influencias vindas do hard rock, folk, power e heavy metal. Atualmente está na ativa tanto em estúdio/estrada quanto em processo de criação.
Quais as influências da banda? Pancho Romariz: "influência com Alvares de Azevedo. As faces Ariel e Caliban são apresentadas pelo poeta em sua obra Lira dos 20 Anos, na qual Alvares a divide em três partes: a primeira como "Ariel", a segunda como "Caliban" e a terceira sua poesia retorna como "Ariel". Os escritos das faces Ariel são ingênuos e romanticamente idealizados, enquanto que na face Caliban Azevedo apresenta-se sarcástico, descrente com relação ao amor e tipicamente ultrarromântico - aproximando-se da morte como meio de salvação do amor que ele pensava ter existido enquanto Ariel e que descobriu não existir enquanto Caliban. A representação desses duas faces para a banda Ariel/Kaliban se dará como a dicotomia existente no ser humano, o seu jogo de antíteses em possuir a escolha dos dois caminhos possíveis na vida: o bem e o mal. Isso se reflete também nas letras e na harmonia musical, na qual haverão músicas cujo tema será mais reflexivo (tocada em baladas), como em Descanso, e outras que mostrarão um mundo sombrio transformado pela própria humanidade onde a batida da musica será mais agressiva, como em Castelo de Drácula.
Vejam o Set list show da banda Ariel/Kaliban:
01-Flight of Icarus (Iron Maiden)
02-In a Darkened Room (Skid Row)
03-Homens
04-Oração da Guerra
05-Karma
06-Living For The Night (Viper)
07-Para Sempre
08-Descanso
09-Flight of Icarus (Iron Maiden) "a pedido"
10-Castelo de Drácula
Como um apreciador do Rock, admito que fiquei encantado com as performances de ORAÇÃO DA GUERRA - a flauta com o rock pesado trouxe um lirismo maravilhos - E KARMA (arrebatadoras). Música de qualidade, com interpretações espetaculares. Pancho Romariz (vocalista da banda Ariel/kaliban) hipnotiza a plateia e arranca com sua voz estridente, uma emoção pouco vista, nos ciclos UnderGrounds, pelo mundo à fora. Soma-se a isso, o restante dos integrantes da banda, com solos arrasadores, flautas, baixos e um baterista que faz os HeadBangers irem à loucura.
Outro ponto forte do Evento foi a participação maciça do público feminino. Belas e muito bem produzidas, as garotas roqueiras, são uma atração à parte, pois acompanham, cantam e até encenam uma participação como os headbangers. Menção especial à Jú Lavine, Claúdia Galdino, Naillys Araújo e Yanaira Matos. Que além de embelezarem o evento, contribuem para uma participação bem mais, digamos, contemplativa e menos “violenta”. E elas, as garotas, não são mais coadjuvantes, mas protagonistas e especialista em Rock’n Roll.
Que venha o II Palmeira UnderGround!
BOMBEIROS MIRINS DE PALMEIRA DOS ÍNDIOS FECHAM AS ATIVIDADES DO ANO COM VIAGEM HISTÓRICA A PENEDO E À FOZ DO SÃO FRANCISCO - PASSEIO DE CATAMARAN E BANHO NO RIO SÃO FRANCISCO...
Graças ao empenho de José Carlos Costa – Tenente Costa – um grande Visionário... Segundo ele: O Projeto Bombeiro Mirim, em Palmeira dos Índios, nasceu a partir de um olhar sensível sobre a realidade de comunidades carentes e adjacências, nas proximidades C.E.H.M., no qual habitam muitas famílias com filhos menores que se constitui no público alvo a ser atendido pelo Projeto. O principal objetivo do Projeto é resgatar as crianças e adolescentes e incluí-los na sociedade via conscientização cidadã proporcionada pela disciplina favorecida pelas práticas esportivas e sociais e principalmente pelas ações preventivas.
A principal relevância deste projeto se constitui no fato deste atender a turmas de crianças e adolescentes interessadas nas ações do projeto e que estudem no ensino regular, eles terão aulas práticas e teóricas em diversos seguimentos do conhecimento dentro e fora da sala devidamente para receber os educandos com uma equipe multiprofissional. Outra importante peculiaridade é que os alunos inscritos neste projeto terão acompanhamento da assistência social, serviço de pedagogia, assistência médica, odontológica e psicológica além das dos desportos.
Dessa forma, a cada ano o Projeto se predispõe em ações de prevenção a crianças e adolescentes da infeliz exclusão social, proporcionando-lhes aprendizagem esportiva e intelectual e uma condição cidadã perante outras iniciativas que naturalmente se agregarão ao Projeto, tais como discussão sobre a valorização da educação escolar e sobre a manutenção dos valores que envolvem as inter-relações pessoais como o respeito e a solidariedade.
O passeio por Penedo, visitando lugares e espaços históricos, com os Bombeiros Mirins, foi uma experiência ímpar... Uma vez que todas as crianças, empolgadas e curiosas, faziam centenas de perguntas e queriam conhecer cada vez mais de um pouco da história de nosso país... E, como que uma avalanche, Tenente Costa, Sargento Ednaldo, Germana Martins, Joana Torres e Edmilson Sá, tiveram que conter 36 jovens Bombeiros, ensinando-os, direcionando-os, bem como proporcionar, um pouco de alegria, de fantasia, de viver a vida com toda a beleza que ela, a vida, nos proporciona...
Outro ponto alto do passeio foi navegar o Velho Chico... Todas as crianças e adultos, com coletes salva vidas... Até a foz do São Francisco... Com direito a mergulhar e se banhar nas águas do Rio da Integração Nacional... Até o professor Edmilson Sá, cadeirante e de calças, não resistiu... Mergulhou no rio e riu como uma criança... Se tornou uma criança... E por elas, pelas crianças, foi protegido... Uma das mais belas experiências que um homem, em vida, poderá, um dia, ter... Assistam ao vídeo: https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=MgV-nWYlkqw
O cinema, em seu mais de século de existência, sempre usufruiu de uma "aura" mágica estabelecida pela película e que aos poucos vem sendo quebrada pelos formatos digitais. Peter Jackson renega essa aura e dá um novo sentido a ela, entregando ao espectador uma visão em primeira pessoa não de fora da tela, mas dentro dela. Bem-vindo à Terra-média - e ao futuro do cinema. (Érico Borgo)
Fãs de todo o mundo finalmente podem matar a ansiedade. O 1º filme de uma nova trilogia: "O HOBBIT" (obra que foi fundamental para a criação do universo de O SENHOR DOS ANÉIS e o primeiro livro escrito por J. R. R. TOLKIEN), chega aos cinemas e promete arrecardar milhões - em dinheiro, mas também, em fãs. Pois há mais de dez anos, quando estreiou nos cinemas do mundo inteiro, aquela que, por muito tempo, foi dito que era impossível adaptar O SENHOR DOS ANÉIS para o cinema, o cineasta Peter Jackson, quebrou as barreiras da fantasia e legou ao mundo umas das obras mais clássicas do cinema moderno.
O que fãs e críticos e curiosos se perguntam agora, é se nessa nova trilogia, a magia de Tolkien vai se manter... E quem foi à pré-estreia na última quinta feira, às 23:59 hs, para os cinemas de todo mundo, pode ver que não só a magia, mas o universo de O SENHOR DOS ANÉIS estão resguardados, bem como fomos levados a presenciar uma saga repleta de emoção, aventura, paixão, suspense e uma vontade louca de entrarmos na tela do cinema, pois o hiperrealismo, proporcionado pelo 3D de primeira e os 48 frames por sengundo, nos remete para dentro de O HOBBIT, a ponto de em vários momentos, nos esquivarmos e pedras, flechas, sangue, tudo que sai da telona... Uma experiência magnífica...
E para que mais serve o cinema? Para unir gerações também... Os amigos SUD - SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS - José Carlos Marques, Jorge André, Tel, Alexandre Marques, Edmilson Sá, além de terem a mesma Religião, compartilham também de uma paixão inigualável, pelo CINEMA e há mais de uma década se conheceram e se reencontram - NA VIRADA DA MARÉ - para assistirem juntos, desde O SENHOR DOS ANÉIS, no início dos anos 2000, à nova saga, O HOBBIT... Juntem-se a isso, mais amigos que foram aglutinando a essa SOCIEDADE, como o irmão Fernando Filho, jogador de RPG e grande conhecedor das obras de Tolkien... No final das contas, saímos com a sensação de contemplação... Pois novamente nos transportamos para a Terra Média e sua magia... Nos deleitamos com mais uma trilha sonora - composta por Howard Shore - e que vai durar décadas e não sairá de nossas mentes...
Que venham as outras duas partes dessa nova Trilogia, pois...
Algumas jornadas, não há a garantia de nossa segurança... E tampouco seremos responsáveis pelo nosso destino... Talvez não tenhamos a certeza de que voltaremos... E se voltarmos, já não seremos os mesmos... Porque a vida é UMA JORNADA INESPERADA... No final, talvez só teremos uma história para contar... Contudo, teremos vivido profundamente tudo o que há para viver... E quando estivermos em nosso leito de morte, esperando para cruzar as pontes da eternidade, quantos de nós vão desejar ter que dar tudo o que tem, por um momento apenas, para voltar e fazer o que deveria ter feito, quando a vida abundava?
Pois o "tempo passou para nós e nossa vida também passou como se fosse um sonho"...
“Não vemos as coisas como elas são. Vemos as coisas como nós somos.”
Greve é a cessação (suspensão) coletiva e voluntária do trabalho realizada por trabalhadores com o propósito de obter benefícios, como aumento de salário, reajuste das perdas salariais, melhoria de condições de trabalho ou direitos trabalhistas, ou para evitar a perda de benefícios. Por extensão, pode referir-se à cessação coletiva e voluntária de quaisquer atividades, remuneradas ou não, para protestar contra algo (de conformidade com a "Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)", Estatutário, entre outros, legalmente regulamentadas na Constituição Federal.
O direito de greve para os trabalhadores em geral está previsto no art. 9º da Constituição Federal e vem assim descrito: “Art. 9º É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.
A palavra origina-se do francês grève, com o mesmo sentido, proveniente da Place de Grève, em Paris, na margem do Sena, outrora lugar de embarque e desembarque de navios e depois, local das reuniões de desempregados e operários insatisfeitos com as condições de trabalho. Daí o nome da praça e o surgimento etimológico do vocábulo, usado pela primeira vez no final do século XVIII.
Originalmente, as greves não eram regulamentadas, eram resolvidas quando vencia a parte mais forte. O trabalho ficava paralisado até que ocorresse uma das seguintes situações: ou os operários retornavam ao trabalho nas mesmas ou em piores condições, por temor ao desemprego, ou o empresário atendia total ou parcialmente as reivindicações para que pudessem evitar maiores prejuízos devidos à paralização.
Pronto!!! Explicada, agora, o que significa Greve, que possamos nos propor a uma outra etapa, a da compreensão da importância do “estado de Greve”. Uma vez que, ainda que de maneira ingênua, por medo – principalmente – como um resquício de um processo de subserviência das classes mais pobres às Oligarquias brasileiras. E, quem estudou um pouco de história vai perceber que a partir do início do século XX, graças aos Movimentos do Operariado Brasileiro, as conquistas por direitos – às férias remuneradas, às folgas, auxílios doenças, aposentadoria e a condições mínimas – de salubridade – de trabalho, foram luta após luta sendo conquistadas. No entanto, parece que as ideias sobre as greves foram tão bem trabalhadas – distorcidas – pelas camadas mais ricas, empresários e governantes que, falar em greve hoje parece mais uma coisa ruim, nefasta.
Infelizmente essa é uma das funções da greve, fazer paralisar os serviços em detrimento do que a sociedade exige, espera, necessita... Numa busca a direitos adquiridos ou não, mas principalmente, pela seguridade desses direitos. O que é mais drástico, talvez, seja o fato da ingenuidade de parcela da população, no que diz respeito às Greves. Pois, se convencionou que o “estado de Greve” é a pior coisa que existe. Essa ideia está diretamente em oposição ao que preconiza a Constituição Federal, no Art. 9º, já citado acima. Ou seja, no Brasil, e somente no Brasil, veem-se um Direito Constitucional como algo banal.
Deixo aqui, minha opinião:
Não estamos em Greve porque somos cegos para as coisas da sociedade e queremos aumentos salariais. Estamos em Greve porque enxergamos e, diferentemente do restante da população, exigimos, cobramos e lutamos para que: as escolas, as salas de aulas e tantas outras repartições sejam, no mínimo, confortáveis. Para que os Professores, auxiliares, administrativo, entre outros, tenham condições dignas de trabalho...
Alguém, os mais desavisados, talvez digam: VOCÊS PROFESSORES PRECISAM ENSINAR COM AMOR, DEDICAÇÃO, EMPENHO, ETC. Estas pessoas estão certas. Mas AMIGOS DA ESCOLA é trabalho voluntário... Ser PROFESSOR é Profissão Remunerada. E precisa ser vista como tal... Pessoalmente eu não trabalho por Amor... Estou sendo Franco... Eu trabalho porque preciso me sustentar, pagar contas, lazer, saúde... O que não quer dizer que eu não ame meu trabalho... Ao contrário, adoro estar na sala de aula... Mas não posso e não vou me sujeitar ao Estado, quando este não cumpre com suas obrigações... Que pais e alunos que ainda não sabem o real propósito do “estado de Greve” busquem acompanhar seus filhos às escolas... Deixem as novelas um pouco de lado, pelo menos por um instante... Atentem para a seguinte expressão: PARA SE ENTENDER COMO AS COISAS SÃO HOJE É PRECISO ENTENDER COMO ELAS COSTUMAVAM SER... Um pouco de história não faz mal a ninguém, ao contrário, entender a história e a nossa própria história, nos dá asas para alçarmos voos cada vez mais altos...
E se a situação não mudou... Se nada mais pode mudar... É porque NÓS não estamos mudando... Deixemos de culpar a não mudança dos outros e mudemos a nós mesmos, que, talvez, seja a maior de todas as mudanças... Aquela que nos deixa livres, verdadeiramente livres... Pois quando fui diretor adjunto do Humberto Mendes, há quatro anos, também aderi à Greve... Tive meu ponto cortado, mas lembrei que eu sou Professor, minha profissão é a de Professor, não diretor... Se quiserdes, VÓS, DIRETORES, PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS DAS ESCOLAS PÚBLICAS DO ESTADO DE ALAGOAS – que não aderiram e desprezam os que optaram pela Greve – se desejais ficar na ZONA DE CONFORTO, sois livres para ficardes onde estás... Mas nós, PROFESSORES, DIRETORES, FUNCIONÁRIOS – que aderimos à Greve – também somos livres para sairmos da ZONA DE CONFORTO... Livres para recusar, discordar, lutar... Somos nós, professores, quem vão estar na sala de aula, ensinando as novas gerações o que significa EDUCAÇÃO... O que significa POLÍTICA... Participação... Eu não quero e espero nunca ver uma geração de crianças, adolescentes e adultos que passaram pela Escola sem saber o quanto de luta e sacrifício as gerações passadas tiveram para que hoje, pudéssemos ter uma boa educação. E anseio por uma sociedade onde a maioria dos Professores sejam LIVRES e não tenham medo, tampouco estejam amarrados à ignorância da Zona de Conforto... Se é que alguns desses sabem o que isso significa.
Não gosto de Greve, mas ela, nesse momento e em muitos outros, é necessária. E, enquanto um Direito vou fazer valer tal direito, quer gostem ou não. Porque vejo que a minha liberdade vai fazer a diferença em sala de aula. Pois meus alunos vão aprender história, com quem fez e faz a história... Com um cara que não baixou a cabeça, nem se submete à vontade da Burocracia do Estado... A REVOLUÇÃO DOS BICHOS É MAIS REAL DO QUE IMAGINAMOS. Mas espero que os alunos aprendam uma história real, palpável. Por fim, o recado do Historiador/Jornalista Eduardo Bueno:
“POVO QUE NÃO APRENDE A SUA HISTÓRIA ESTÁ CONDENADO A REPETI-LA”
A Megera Domada – Com direção de Homero Cavalcante, o Núcleo de Tetro Amador (NPE), traz para Palmeira dos Índios – na Casa Museu Graciliano Ramos – a peça “A Megera Domada”, de William Shakespeare. O grupo se apresenta nos dias nos dias 10 e 11, às 19h. A entrada é franca.
Segundo Homero Cavalcante:
A Megera Domada, como mostra um enfrentamento entre o masculino e o feminino, festeja o amor. E esse amor divertido e sem limites é que faz existir a grande comunicação com as mais variadas plateias na sequência dos anos. O cinema e a televisão já recorreram a esse texto e os poetas populares reinventaram Catarina e Petruchio, em seus livros de cordel. Mentir, trapacear, dominar e ser dominado são os grandes ingredientes ou especiarias para a construção de uma comédia que é clássica e romântica ao mesmo tempo. A propósito, “clássicos” são os textos que passam pela marca do tempo, conforme disse o escritor Ítalo Calvino. E os “clássicos” cumprem uma dupla função: divertem e fazem-nos refletir sobre as grandes questões da existência. O teatro nos oferece o necessário para nossos espíritos. Que saibamos aproveitar esse pedaço de instante: mágico, vivo, deliciosamente atual!
Ao ser perguntado sobre as adaptações para a TV e Cinema, Homero Cavalcante deixou claro que, como as peças de Shakespeare já são de domínio público há muitas adaptações, algumas boas, outras não. Algumas longas demais ou com mudanças drásticas no texto original. Quando perguntado sobre O Cravo e a Rosa, que foi uma adaptação de A Megera Domada para a TV brasileira, ele não quis comentar. Talvez porque ele compreenda o quanto muito das obras universais são tão comumente usadas, mas camufladas, fazendo com que milhões de pessoas as consumam, sem nunca saberem de onde vêm tais ideias. Pois, quantos não recorreriam às leriam obras de Shakespeare, se soubessem elas foram adaptadas para a Televisão? Mas ler clássicos da dramaturgia universal levaria as massas a uma consciência mais crítica, provocativa. O que a TV quer é uma população vidrada na telinha. E ela está conseguindo, pois dos 70,000 habitantes da cidade de Palmeira dos Índios, na primeira apresentação de A Megera Domada, havia no auditório, cerca de 70 pessoas. O teatro precisa, infelizmente, ser visto como um espaço de convergência, de discussão, de criticidade, ir ao teatro, assim como ao cinema, é uma escolha, muito mais que trocar o canal com um simples toque no controle remoto. O Teatro, segundo Homero Cavalcante, “oferece o necessário para os nossos espíritos”.
A peça tem cerca de uma hora de duração. Os atores cumprem muito bem os seus papéis e a direção de Homero Cavalcante faz toda a diferença, pois o domínio dos atores é impecável. Ele soube tirar as melhores falas em sua adaptação. Escolheu as personagens com delicadeza e a certeza de que dariam o melhor de si. As risadas e, se me permitem aludir, as comparações com o homem moderno, são inevitáveis, pois Shakespeare “Inventou” o Homem e a Mulher modernos. Isso significa que ainda vivemos sob seus sonhos, anseios, medos, fúrias, tristezas, alegrias e tragédias. Um belo momento para apreciar, em Palmeira dos Índios, o que de melhor já foi criado, na história da dramaturgia mundial.
Homero Cavalcante ainda nos brindou com algumas provocações. Entre as que merecem destaque, a necessidade que Palmeira dos Índios, hoje, tem de um espaço para encenações, cinema, música e dança. Segundo ele, apresentar uma peça de William Shakespeare, num espaço de 10 metros comprimento por 2,5 de largura, isso não existe em nenhum lugar do mundo. E apelou para que os poderes – não os poderes políticos – os grupos de teatro, cineclubes, se organizassem, como urge a necessidade de mudança, para que, com o ministério público e outras entidades, pudessem reformar o auditório da Casa Museu Graciliano Ramos. Com um Palco, mínimo para apresentações, refrigeração, acústica, entre outros.
Por fim, vale destacar o comparecimento de vários alunos, estudantes e professores. Destaque para uma turma, quase inteira, de alunos da Escola Estadual Humberto Mendes. Que se deleitaram com a peça. Entre estes alunos, farei uma menção a educanda HILDEANA DE LIMA BARBOSA, que além de ter lido a Megera Domada, estava empolgada e radiante, pois apresentará, em sua Escola, um trabalho sobre a peça de Shakespeare. E teve a honra de ouvir o próprio Homero Cavalcante – uma simpatia e simplicidade – falando com ela e se emocionando em saber que A Megera Domada fazia parte do currículo de uma escola pública estadual. E parabenizou-a por sua presença. A tal ponto de o próprio Homero Cavalcante se dispor a fazer comentários explicativos só para a aluna. Como quando falou o quanto, no final do último ato, percebemos que Catarina – aparentemente domada – deixa-se perceber, que ainda tem, em seu íntimo, o que fez dela tão universal – a impetuosidade da mulher moderna.
A MEGERA DOMADA É UM DAQUELS MOMENTOS PELOS QUAIS, MESMO EM TEMPOS DIFÍCEIS, COMO OS DE HOJE, ONDE O AMOR PARACE ESVAECER, CADA VEZ MAIS; MAS VALE A PENA, AINDA, LUTAR POR ELE, SORRIR, CHORAR, VIVER POR ELE...
A Academia Palmeirense de Letras, Ciências e Artes – APALCA realizou no dia 09 de novembro de 2012, na Casa Museu Graciliano Ramos, a Premiação do V Concurso Prosa e Verso Professora Rosinha Pimentel. O Evento reuniu personalidades palmeirenses e do Estado de Alagoas. Com a entrega de várias Comendas, Certificados e Homenagens. Escritores, Poetas, Cronistas, Acadêmicos, Professores, Estudantes, Músicos, Poetas de Rua, estiveram presentes numa noite que ficará para a história.
Isvânia Marques – Presidente da APALCA – ressaltou a importância do Evento, uma vez que agora, Palmeira dos Índios está mais que consolidada como um espaço Sociocultural em Alagoas.
O Evento de premiação teve ainda, as apresentações do sempre muito bem coreografado Balé Eliana Cavalcante. E as declamações de Cosme Rogério Ferreira com um belíssimo poema sobre Graciliano Ramos "DÉCIMAS PARA O MESTRE GRAÇA", um espetáculo de Poesia – do qual recebeu o Prêmio de 1º lugar na categoria Verso. E as recitações do poeta popular Turunguinha.
Uma nova era de mudanças, rupturas e transformações se instalaram na cidade. Palmeira dos Índios já não mais é refém de figuras do passado. Podendo recordá-lo com saudosismo e orgulho, mas podendo também, agora, andar com as próprias pernas. Criando uma cultura e personalidade forte, original e empolgante.
Os últimos acontecimentos da cidade falam por si só, depois da: Jornada Cultural 120 anos de Graciliano Ramos, mês passado. Depois de o Áudio Visual palmeirense receber Prêmios com o Curta Metragem SOBRE RELÓGIOS, SONHOS E LIBERDADE. Da II Mostra de Arte Livre. Todos os eventos que denotam, não só a importância da cidade como um centro cultural, mais também num espaço de Criação, Produção e Convergência em nossa região.
Nesse V Concurso de Prosa e Verso, o que ficou em evidência foi que, pela primeira vez, Obras consideradas subversivas como ''Um Mal Chamado Arte'' de Mário Zeymison e “A Divina Comédia da Vida Pública de Palmeira dos Índios III” de Edmilson Sá, foram campeãs em 2º e 3º lugares respectivamente. Mostrando o quanto a arte contemporânea tem a mostrar e diariamente diz, para o mundo e para todos, para que veio.
Tal é a importância de Palmeira dos Índios, como Polo Cultural e Artístico, que alunos de outras cidades têm vindo para Palmeira, pelo simples fato, de aqui, estar se realizando algo diferente. Enquanto em outras regiões e cidades os eventos de massa são a atração, em Palmeira dos Índios, o que tem atraído a população e muitas pessoas de fora, é que a cidade escolheu Sair da ZONA DE CONFORTO. A cidade escolheu parir um emaranhado de ideias à fazer o que a maioria tem feito. E em vez de repetir, de copiar, aqui nós produzimos, criamos e recriamos. Em Palmeira dos Índios, NO LUGAR ONDE, AGORA, TUDO ACONTECE, ACONTECE DE TUDO.
Aconteceu no dia 01 de novembro de 2012, a II Mostra Palmeirense de Arte Livre. Mais um evento que busca promover as Artes e os diversos movimentos culturais de Palmeira dos Índios.
A Cultura Pop, com seus mais variados mecanismos, diferentes concepções, produções, criações, entre outros, têm sido, muitas vezes enfocados nos debates sobre conhecimento, há centenas de anos. Desde a História Antiga, como as pinturas em cavernas, a invenção da escrita, da música, da poesia, da expressão do livre pensar, o homem vem contribuindo cada vez mais para o seu conhecimento, numa busca que visa encontrar, não só respostas para seus questionamentos, haja vista que estas informações e contribuições não ficaram obsoletas com o tempo, ao contrário, hoje buscamos tanto quanto, quiçá mais, que nossos antepassados, pois vivemos numa era onde conhecer as diferentes concepções e produções e criações socioculturais e suas expressões diversas está intimamente ligada à educação, caminha paralelamente à Educação.
Mas diferentemente da concepção que a Cultura Pop tem, ante a sociedade – como subversiva, contraditória, pejorativa, entre tantos outros adjetivos que não dizem o real interesse e ações desses eventos... Pois o que mais presenciamos são grupos, diversos, tribos distintas, que estão dispostas a interagirem entre si, mesmo que cada uma delas resida em sua própria esfera social, o que mais se percebe são, com naturalidade, uma diversidade e aceitações pouco vistas atualmente.
Por isso mesmo, tais eventos como a II Mostra Palmeirense de Arte Livre tem muito a oferecer. E não só porque investe na cultura UnderGround, Alternativa, Vanguardista, mas principalmente, e talvez seja essa a sua maior contribuição, percebe-se um fomento por mudanças, rupturas e transformações. Os mais criativos artistas, que dantes, isolados, quase não se sabia sobre eles, veem neste tipo de evento uma ferramenta para divulgação de seus trabalhos, suas artes, seus poemas, desenhos, músicas, encenações, performances...
Talvez um dos maiores desafios seja o fato de Perceber a “Cultura Pop”, popular, enquanto uma das possíveis linguagens socioculturais – numa perspectiva interdisciplinar – possibilitando abordagens e o debate das diferentes concepções de cultura, arte, música, literatura, cinema, poesia, teatro, etc., até mesmo em sala de aula.
Uma vez que ela pode:
Ampliar o diálogo com as várias áreas do conhecimento, outras manifestações da experiência humana;
Perceber a Cultura Pop, também, como uma linguagem constitutiva da realidade social, que expressa contradições e relações;
Possibilitar discussões e debates sobre a História, Ciências, Geografia, Matemática, Artes, Língua Portuguesa, Literatura, Esportes, o que se estuda nos livros e a realidade apresentada na multifacetada Cultura Pop. Traçar paralelos, desconstruir ideias errôneas, levando-nos a uma realidade mais palpável;
Examinar as possíveis relações e contribuições entre a Cultura Popular e a Educação.
Introduzir a Cultura Pop no âmbito dos espaços educacionais, não só como mostrado nos livros paradidáticos, como manifestação folclórica popular, mas como importante ferramenta da construção sociocultural e educacional da nossa realidade.
A Programação diversa foi:
Mostra de Curta Metragens
Pocket show acústico com a Banda Ariel/Kaliban. Que elevou, física e espiritualmente a Plateia que a tudo assistia, como que em transe... Pois emissários de Universos Paralelos Tocavam e Cantavam para o deleite dos que lá estiveram... Com músicas e performances que lembraram as Culturas Celtas e a Idade Média... Arrebatadora a Performance Acústica... Pancho e Cia, mais uma vez deram um Showzaço!!!
Pocket show acústico com: Cosme Rogério & Os Caboclos. Falar de Cosme Rogério e os Caboclos é enveredar pelo que há, hoje em Palmeira dos Índios, de mais popular. De Chico Nunes à Jacinto Silva, eles fizeram Roqueiros de diversas Tribos dançarem e cirandarem num Coco de Rodas maravilhoso...
A Arca. Trouxe um pouco do Alternativo e experimental, além fazer homenagens à grandes nomes do Rock universal. E ainda brindaram a plateia com um Show – Alexandre Cavalcante interpretando grandes nomes do Brega, isso mesmo... De Borba de Paula, Reginaldo Rossi à Adelino Nascimento e José Orlando... Provando mais uma vez que Ser Pop significa se entender nesse mundo... Ser Pop é aceitar as diferenças... Ser Pop é ter seu próprio estilo e respeitar o diferente...
Parabéns ao O Coletivo Escarcéu!!! E que Venha a III Mostra Palmeirense de Arte Livre.
No início do ano tivemos a visita do ilustre Ariano Suassuna. Que fazendo parte de um documentário: Ariano Canta o Nordeste, visitou a Casa Museu Graciliano Ramos, nos presenteou com horas de atividade intelecto/cultural... E no último sábado, dia 27 de outubro, dia do nascimento do Mestre Graça, Palmeira dos Índios inovou novamente, com a Jornada Cultural 120 anos de Graciliano Ramos... Única cidade do Estado de Alagoas e a única no País, a despender 3 dias para falar, provocar, discutir, descrever e trazer mudanças e rupturas... Porque Graciliano Ramos foi um provocador... E rompeu com os paradigmas de seu tempo... Por isso, está entre os que causaram e fomentam Revoluções...
E hoje, dia 31 de outubro... Dia das Bruxas... Na verdade, dia de outro Mestre, Carlos Drummond de Andrade, que faria 110 anos de vida... Fico imaginando, assim como teci comentários, quando da visita de Ariano À Graciliano... Um encontro entre estas três figuras da literatura, poesia, prosa e cultura mundiais... Penso comigo como seria uma conversa entre os três?
- Oi. Diria Graciliano.
- É mais um dia, como os outros dias, mas nunca, o mesmo dia. Diria Drummond
- Sim, não, sei lá... Quem sabe não perguntamos sem improvisá. Arremedaria Ariano.
- Sim, por que não?
- Com certeza, pois nos viria em tampouco tempo o que nos resta, para fazer, fazer mais.
- Só assim, o cabra danado, cansado, encangado, soube que o dia era dia e esperou a noite chegar.
Devaneios à parte, o que importa, ainda, é lembrar que somos um povo em construção. Que somos todos um pouco de ideias Graciliânicas, Drummôndnicas e Arianescas. Porque nos reconhecemos em suas obras. Como que com uma história de poucas palavras ou histórias com prosas poéticas e ainda outras histórias rimadas, populares. O certo é que faz um bem danado recordá-los, recitá-los, comentá-los... Parabéns Carlos Drummond de Andrade!!! Parabéns à cultura... A gente agradece e espera por mais...
No decorrer dos últimos anos umas das principais discussões na área da metodologia do ensino e das várias concepções culturais da atualidade, tem sido o uso de diferentes linguagens e fontes no estudo das disciplinas. Essa trajetória faz parte do processo de crítica ao uso exclusivo de livros didáticos tradicionais, da difusão dos livros paradidáticos, do avanço tecnológico da indústria cultural brasileira e, sobretudo, do movimento historiográfico que se caracterizou pela ampliação documental e temática das pesquisas.
A CULTURA POP, COM SEUS MAIS VARIADOS MECANISMOS, DIFERENTES CONCEPÇÕES, PRODUÇÕES, CRIAÇÕES, ENTRE OUTROS, TÊM SIDO, MUITAS VEZES ENFOCADOS NOS DEBATES SOBRE CONHECIMENTO, HÁ CENTENAS DE ANOS. Mas não estamos falando de uma cultura popular, comumente relacionada à cafonice. Estamos falando da Pop Culture, Pop Art, Cultura UnderGround, Corrosiva e Subversiva. Crítica da Cultura Alienada e Alienante. REVOLUCIONÁRIA.
Pois, tornou-se prática marcante na educação escolar, no ensino e na pesquisa desenvolvidas nas universidades, nos círculos artísticos e nas rodas de conversas sobre atualidades diversas, em nosso dia a dia, o uso de imagens, músicas, obras de ficção, artigos de jornais, revistas e quadrinhos, memória e oralidade, filmes, séries, animações, documentários e programas de TV, no desenvolvimento de vários temas. Trata-se de uma opção metodológica que amplia o olhar do Educador, do Educando, dos adeptos da PopCult atual, os campos de estudo, tornando o processo de transmissão e produção de conhecimentos interdisciplinar, dinâmico e flexível. As fronteiras disciplinares são questionadas; os saberes são religados e rearticulados em busca da inteligibilidade do real Ensino-Aprendizagem. Da, tão mais atual, convergência Global/Cultural.
Neste sentido, depois do sucesso do Cineclube Lampião Cultural, apresentamos o PCP – Pop Cult Palmeira dos Índios. Trazendo, de maneira original, uma outra vertente cultural, tão pouco explorada, mas que tem adeptos e simpatizantes no mundo inteiro. Incorporando OS ANIMES E MANGÁS, GAMES E RPG, CINEMA, AS ARTES DRAMÁTICAS, A POESIA, A MÚSICA (MPB, HIP-HOP, ROCK, CLÁSSICA/ERUDITA, A LITERATURA, CONTOS, HISTÓRIAS EM QUADRINHOS, AS ARTES MARCIAIS, O DESENHO, FANZINES, ENTRE OUTROS. Buscando não só a informação, os conhecimentos, mais também, a produção de novos saberes, levando os adeptos a novos horizontes educacionais e de conhecimentos, bem como, interdisciplinando tais saberes, buscando a construção de uma linguagem, de uma cultura própria, uma cultura palmeirense, alagoana, num esforço para mapear distintos olhares sobre formas especificas de linguagem, apontando potencialidades, possíveis riscos, vantagens e desvantagens nesse desafio de produção Artístico/Cultural. Uma vez que a Secretaria Municipal de Cultura de Palmeira dos Índios, na pessoa do Secretário Antonio Oliveira, já se mostrou interessado pelo projeto, agendando reuniões futuras. Desenvolmento Palmeira dos Índios. E que seja cultural, econômico e social.
Segundo o idealizador do Projeto, Allan Michel:
O PCP – Pop Clube Palmeira, nasce com o intuito de despertar nos jovens e adultos, o gosto e o incentivo pela arte de um modo geral, sendo ela regional, nacional ou ate mesmo internacional, onde usaremos a divulgação na internet como principal ponto de partida, para assim atrair o publico para exposições, mostras, shows e atividades realizadas pelo clube. Onde apresentaremos obras e seus respectivos artistas sem distinção de cultura ou crença.
Parafraseando meu amigo e intelectual, Cosme Rogério Ferreira:
"NO LUGAR ONDE, AGORA, TUDO ACONTECE, ACONTECE DE TUDO"
Que venham outros Lampiões Culturais, Pop Clubes Palmeira... Estamos no aguardo.